sábado, 6 de maio de 2017

Fórum EAD- Módulo 5


Elabore um texto de, no mínimo, 20 linhas (fonte Times New Roman tamanho 12, espaço 1,5), discursando sobre o conteúdo do Módulo 5 (produção documental sobre biblioterapia e biblioterapia no Brasil), utilizando como referência as dissertações de Guedes (2013) e Silva (2005), incluindo citações dos textos e colocando seu ponto de vista crítico baseado em suas leituras e nas discussões em sala de aula. Não se esqueça de colocar o seu nome no final do texto.

GUEDES, Mariana Giubertti. A biblioterapia na realidade bibliotecária no Brasil: a mediação da informação. 2013. 189 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Faculdade de Ciência da Informação, Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

SILVA, Alexandre Magno. Características da produção documental sobre Biblioterapia no Brasil. 2005. 122 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2005.


Prazo para postagem: 11 de maio de 2017, quinta feira.

14 comentários:

  1. 1ª Dissertação: A Biblioterapia na Realidade Bibliotecária no Brasil: A Mediação da Informação

    A dissertação "A Biblioterapia na Realidade Bibliotecária no Brasil: A Mediação da Informação", de Mariana Giubertti Guedes, tem como foco principal analisar o papel do bibliotecário no campo biblioterápico, enquanto mediador da informação. Para a coleta dos dados, a autora utilizou como recursos questionários e entrevistas com profissionais do campo. Em um primeiro momento, são apresentados os conceitos da biblioterapia, baseados em abordagens apresentadas por quatro autores. A primeira definição, proposta por Leite (2009), aponta que uma das aplicações utilizadas durante o processo seria a "leitura terapêutica". Como já discutido em sala, esse termo possui uma concepção diferente da proposta da biblioterapia, já que consiste em uma leitura individual, que pode ser realizada sem a necessidade de um mediador, em qualquer ambiente, inclusive em casa. Já o segundo conceito, proposto por Lucas, Caldin e Silva (2006), está melhor relacionado, uma vez que indica que o bibliotecário, enquanto agente atuante, proporciona atividades de compartilhamento e interpretação de informações, visando atender um público específico. É importante ressaltar que esse público deve ser pré-determinado, e que os livros escolhidos para a prática da biblioterapia devem estar diretamente relacionados com as características que este público apresenta.

    Para ilustrar os diferentes tipos de aplicação da biblioterapia, Guedes (2013) baseou-se na classificação proposta por Marcinko (1989), que é dividida em três vertentes: institucional, que realiza um processo de discussão do material apresentado; a clínica e a desenvolvimental, ambas abordando uma discussão de materiais com ênfase nas visões e reações do público trabalhado.

    Outros aspectos apresentados pela autora abordam o histórico da área no Brasil, iniciando em 1970, além de expor uma análise comparativa entre a Ciência da Informação e a Biblioterapia. Torna-se claro, após essa análise, que a grande diferença entre o dois campos citados acima é a finalidade, para o usuário, da informação fornecida pelo bibliotecário. No caso da CI, sendo utilizada enquanto responsabilidade social, a mesma possui "(...) como objetivo suprir as necessidades informacionais do indivíduo" (GUEDES, 2013, p. 60). Já a Biblioterapia, por sua vez, "tem como objetivo a melhoria da qualidade de vida do indivíduo a partir de sua necessidade informacional" (GUEDES, 2013, p. 60).

    Nas entrevistas utilizadas na fase exploratória, os dois professores entrevistados apontam a biblioterapia como um processo curativo, onde a informação é usada em atividades biblioterapêuticas. No entanto, pode-se perceber um equívoco no relato de experiências apresentados, já que, como citado anteriormente, apresenta-se a biblioterapia como leitura terapêutica, feita pelo próprio usuário. Outro aspecto a ser considerado é a dificuldade de discernimento entre sessões de biblioterapia e contação de histórias. Na fala dos entrevistados, assim como nos demais artigos discutidos em sala de aula, observou-se relatos constantes de utilização de dramatização e concepção de atividades pós-sessões, algo que foge das premissas da biblioterapia.

    Nessa perspectiva, a autora conclui que o bibliotecário é o profissional mais atuante na biblioterapia, ressaltando, porém, que outras ciências estão presentes na área, como a psicologia. Além disso, ressalta a importância na especialização do bibliotecário, através de formações complementares, para melhor desempenho dos processos. Por fim, Guedes (2013) afirma que é preciso que o campo da biblioterapia passe por uma estruturação, pois ainda precisa de formulações e estudos mais profundos.

    ALUNA: ISABELLE ADRIENE DE OLIVEIRA

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    1. 2ª Dissertação: Características da produção documental sobre biblioterapia no Brasil

      A segunda dissertação apresentada propõe uma análise da produção documental realizada no Brasil sobre biblioterapia. Para essa pesquisa, o autor utilizou 40 fontes documentais, produzidas entre os anos de 1975 a 2004, selecionadas através dos mais diferentes meios: eletrônico, contato direto com os profissionais da área, exame de referências bibliográficas, entre outros. A escolha das fontes levou em consideração alguns critérios específicos, como nacionalidade (apenas publicações brasileiras, excluindo assim aquelas traduzidas de outras línguas); qualquer tipo de publicação relacionada a biblioterapia; e não estabelecimento de recortes cronológicos.

      Assim como Guedes (2013), o autor também apresentou conceitos relacionados à prática da biblioterapia, inclusive abordando novamente o quadro comparativo com os três âmbitos da atuação do bibliotecário nessa área, citados anteriormente (institucional, clínica e a desenvolvimental).

      Após a apresentação quantitativa da coleta de dados, observou-se uma deficiência no número de publicações encontradas, como já havia anteriormente sido abordado durante as aulas. Nos anos de 1959 a 2000 foram publicados apenas 27,5% dos documentos analisados. Ressalta-se aqui, porém, um fator contraditório, já que inicialmente foi apontado que somente seria analisada a produção documental datada a partir de 1975. Acredita-se, no entanto, que fontes anteriores a essa data foram surgindo durante a pesquisa, e que o autor optou por utilizá-las para melhor ilustrar a produção de estudos na área. Dando continuidade a análise dos dados, Silva (2005) aponta que o ano de 2002 foi o que possuiu a maior concentração dessas fontes, já que foram produzidas 10 pesquisas no campo.

      Com base nos resultados obtidos, foi possível identificar a ocorrência de fontes documentais produzidas em cada área de conhecimento. Como esperado, a esfera de maior concentração dessas publicações foi a da Biblioteconomia (70%), seguida pela Psicologia (12,5%) e Psicologia em Associação (12,5%). No caso desse último campo, foram considerados os estudos de áreas que “conversam” com a Psicologia, como Terapia Ocupacional, Medicina, Educação, entre outros. Dentre as regiões do país, a produção concentra-se em sua maioria, nas regiões Nordeste e Sudeste, seguido pela Sul e Centro-Oeste.

      De uma maneira geral, os resultados apontaram que ainda existe uma carência na quantidade e, principalmente, na qualidade das produções documentais no Brasil sobre a biblioterapia. Além disso, foi possível observar, de acordo com relatos do próprio autor, que a biblioterapia está mais intimamente ligada aos fenômenos psicológicos, sendo necessário, dessa forma, que haja uma experiência no campo da psicologia por parte dos mediadores. Ressalta-se que o profissional deve ter objetivos claros e específicos, evitando um “acúmulo” de metas no processo, o que pode acarretar maus resultados com o público que irá receber as sessões.

      Novamente como Guedes (2013), Silva (2005) afirma que é indispensável especialização dos bibliotecários para realizarem com destreza as práticas da biblioterapia. Os projetos de extensão seriam uma solução viável, uma vez que permitiria a troca de experiências e posteriores publicações de relatos vivenciados pelos pesquisadores. Isso acarretaria em um aumento na produção documental, gerando maior reconhecimento de seus benefícios para o indivíduo.

      ALUNA: ISABELLE ADRIENE DE OLIVEIRA

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  2. Após as últimas aulas da disciplina de Biblioterapia e leituras de alguns artigos da área foi possível perceber que a produção bibliográfica precisa se aprimorar em diferentes aspectos, tanto em quantidade de produção bibliográfica, como em qualidade, muitos artigos possuem problemas estruturais e conceituais.
    No módulo 5 da disciplina foram utilizadas como base duas dissertações, na primeira, o autor Alexandre Magno Silva (2005), faz uma pesquisa buscando produção bibliográfica sobre Biblioterapia em diferentes áreas do conhecimento, como Psicologia, Biblioteconomia, área da Saúde, entre outras. Silva (2005, p. 15) destaca que existem alguns problemas em relação a conceituação do termo Biblioterapia "no que se refere à definição do termo Biblioterapia, as críticas se voltam também para o prefixo Biblio já que os materiais utilizados pelos profissionais que empregam Biblioterapia são mais variados do que apenas os livros, explorando ainda, por exemplo, revistas, jornais, audiobooks, entre formas diversificadas de meio de leitura." (SILVA, 2005, p. 15) esse fato foi pontuado inúmeras vezes durantes discussões em sala de aula sobre os artigos lidos, muitas das produções sobre Biblioterapia no Brasil utilizam não o livro, mas outros materiais, como vídeos, jornais, ou até mesmo encenações e brincadeiras lúdicas, o que em si foge do que seria o significado de Biblioterapia.
    Silva constatou em sua dissertação que a Bibilioterapia é aplicada em inúmeros locais diferentes, como hospitais, clínicas, asilos, casas de correção e detenção e escolas. O que demonstra que a Biblioteconomia é aplicada, mas precisa ter mais divulgação dos resultados e pesquisas feitas sobre o tema. O autor também constatou que existe mais produção bibliográfica no nordeste e 70% desta está vinculada a formação acadêmica dos autores em Biblioteconomia.
    Silva conclui que "Quanto mais fontes documentais publicadas sobre Biblioterapia estiverem disponíveis de forma acessível, organizada e objetiva para os demais profissionais e pesquisadores e quanto maior for a qualidade dessas publicações em termos de rigor metodológico e de apresentação das descobertas, é suposto que o avanço sistematizado de um campo de pesquisa sobre Biblioterapia terá seu início garantido." (2005, p.64), mesma conclusão a que os alunos da disciplina de Biblioterapia chegaram durante as discussões em sala.
    Outro texto utilizado para o módulo 5, foi a dissertação de mestrado em Ciência da Informação da autora Mariana Giubertti Guedes (2013). A autora foca no profissional bibliotecário atuante na Biblioterapia, sua "pesquisa aborda a problemática de identificar a realidade da atuação do bibliotecário em aplicações biblioterapêuticas no Brasil e identificar seu papel como mediador da informação nesse processo." (GUEDES, 2013, p. 20)
    Após realizar entrevistas com bibliotecários atuantes na área, a autora chegou a conclusão de que "foi possível contextualizar a biblioterapia na Ciência da Informação e a identificação do bibliotecário como um agente atuante.", mas também que a Ciência da Informação não é a única área atuante neste processo da Biblioterapia, o que também foi discutido em sala de aula na disciplina de Biblioterapia, em muitas situações o bibliotecário precisa de apoio de outros profissionais, principalmente um psicologo, para dar seguimento à Biblioterapia. Guedes, contudo, percebeu que os bibliotecários tendem a individualizar o processo.
    Conclui-se que a Biblioterapia é uma área ampla, que precisa ser trabalhada, tanto em sua teoria e especialização de profissionais, bem como colaboração entre estes para que a pratica surta os efeitos esperados. E além disso, é necessário que haja maior produção bibliográfica no país, com maior cuidado metodológico, tanto na aplicação da Biblioterapia, quanto na escrita dos artigos para divulgação científica.

    Fernanda Resende Sobreira

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  3. Produção documental sobre biblioterapia e biblioterapia no Brasil
    Através das leituras realizadas e das discussões, percebe-se que a biblioterapia, em geral, ainda é um campo que carece de paradigmas e estudos aprofundados. Pode ser encarada como uma disciplina a ser desbravada, a fim de se analisar todas as suas possibilidades e possíveis desdobramentos.
    Ainda que pareça tão singela e imatura, a biblioterapia é “uma senhora com quase cem anos de idade” (SILVA, 2005, p. 12), já foi constatado que a biblioterapia é exercida em variado locais como hospitais, clínicas e escolas e, além disso, “uma característica marcante é o envolvimento de vários outros campos de atuação profissional como a medicina, a educação e psicologia a biblioteconomia” (SILVA, 2005, p. 12).
    Isso se deve segundo Guedes (2013, p. 151), a complexidade da aplicação, que assim necessita de entendimento de outras áreas sociais e de saúde. Com o envolvimento de tantos campos diversos, em que as ideias confluem ou não é que se explicita a necessidade de uma estruturação “pois as aplicações são diversificadas pelos seus métodos (leitura, ludoterapia, psicodrama),públicos (crianças, presos, idosos, pacientes, pais,adolescentes) e instituições (escolas, hospitais, asilos,creches, prisões, entre outros) da atividade” (GUEDES, 2013, p. 152).
    Importantes aliadas para o desenvolvimento desses estudos, são as publicações, periódicas ou não, que ajudam da divulgação, oferecem novos ou diferentes perspectivas de se trabalhar o assunto e incentivam a pesquisa minuciosa e abrangente do tema. E segundo Silva, (2005, p. 65) “as exigências para a publicação de uma fonte documental em muitos websites na rede mundial de computadores não são rigorosas e comumente não levam em consideração muitos critérios para uma apresentação mais adequada das informações e conhecimentos que disponibilizam”. Esse fato foi observado na análise de artigos feitos em sala e mostra-se extremamente nocivo.
    Tratando-se propriamente de profissionais bibliotecários, a opinião que parece se sobressair é de que sozinho, ele não tem todas as competências necessárias para ser um biblioterapauta. Segundo Guedes (2013, p. 17) “o bibliotecário, apenas em sua formação básica, não se torna apto a exercer todas as atividades possíveis à profissão. Dependendo do campo de atuação haverá necessidade de especialização por parte do profissional”.
    Um importante ponto de convergência de opiniões é sobre a necessidade de se criar um curso norteador, seja de especialização, pós-graduação ou outro, que aborde exclusivamente a biblioterapia, sua história, suas questões, que conceda em definitivo a seus concluintes o título de biblioterapauta e mais importante a aptidão para sua eficaz aplicação.
    Aluna: Danielle Teixeira de Oliveira

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  5. Segundo Guedes (2013), há diversos profissionais que empregam a prática da Biblioterapia nos mais diferentes contextos. Essa autora afirma que essa prática ainda precisa de uma fundamentação teoria mais consistente, pois muitas coisas têm sido feitas com sob essa denominação sem a necessária reflexão. Além do livro, vários outros materiais são utilizados na Biblioerapia, o que representa um contrassenso com o prefixo “Biblio”. Pressupõe-se que tal prefixo refira-se apenas a livros. O sufixo “terapia”, por sua vez, também gera conflitos e dúvidas, pois muitos autores apontam que ele diz respeito à cura das pessoas envolvidas na prática. Esse aspecto foi muito discutido em sala de aula e observou-se que a cura não seria obtida pela Biblioterapia, que, enquanto prática isolada, não possibilita de fato uma possível cura.
    Segunda Silva (2005, p. 16),
    as discrepâncias entre as diferentes definições de Biblioterapia utilizada pelos diferentes autores responsáveis por obras importantes no Brasil sobre Biblioterapia (Ratton, 1975; Alves, 1982; Seitz, 2000; Cruz, 1995) pode exemplificar o quanto a definição do conceito de Biblioterapia é problemática e que tal definição ainda não apresenta concordância entre os autores que a examinam.
    Assim como Guedes (2013), esse autor aponta que a literatura sobre Biblioterapia é escassa e que há falta de consenso no que se refere aos fundamentos conceituais dessa prática. Nas discussões em sala de aula podemos observar que, além da escassez de materiais, são poucos os pesquisadores brasileiros que fazem pesquisa sobre essa prática. Aqueles poucos que o fazem não apresentam uma metodologia de pesquisa consistente. Percebe-se que muitos dos trabalhos publicados precisariam ser melhor elaborados. Outro aspecto importante de mencionar, a partir das leituras dos artigos lidos em sala de aula, é o relato dos mais diversos materiais usados na Biblioterapia.
    A questão do profissional bibliotecário ser capaz de atuar como protagonista na Biblioterapia foi discutida em sala. Em relação ao papel desse profissional, Guedes (2013) aponta que seu papel na atividade biblioterapêutica precisa ser bem definido, pois assim poderia buscar uma formação complementar adequada para ser capaz de desenvolver a atividade de forma plena. A autora ainda ressalta que a “mediação da informação também pode ser associada a tal ação, pois dentre as funções do biblioterapeuta está identificar a necessidade do usuário e buscar a informação que deve ser trabalhada”. (GUEDES, 2013, p. 150)

    Referências
    GUEDES, Mariana Giubertti. A biblioterapia na realidade bibliotecária no Brasil: a mediação da informação. 2013. 189 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Faculdade de Ciência da Informação, Universidade de Brasília, Brasília, 2013.
    SILVA, Alexandre Magno. Características da produção documental sobre Biblioterapia no Brasil. 2005. 122 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2005.

    Angelita Berndt

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  6. Conforme dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina, de autoria de Alexandre Magno Silva, a Biblioterapia possui um longo histórico de pesquisas, e ao mesmo tempo, essas pesquisas convergem e divergem em diversos pontos, o que dificulta a consolidação da área e de pressupostos teóricos bem fundamentados.
    A Biblioterapia tem se mostrado, consecutivamente, uma área interdisciplinar que parte de um trabalho em conjunto com pesquisadores de diversas áreas para sua realização, tanto prática com as sessões biblioterapêuticas, quanto teóricas enquanto produção cientifica da área. O que se confirma com a constatação de Silva, em que o mesmo aponta a existência de profissionais exercendo a prática em hospitais, clínicas, casas de correção e detenção e escolas, e por consequência, profissionais de áreas de conhecimento diferentes.
    Sua pesquisa historiográfica e exploratória realizada a partir de uma exaustiva recuperação da informação em meios não convencionais como o Google e sites de livrarias comerciais, e de fontes formais como as bases de dados cientificas, atestaram uma significativa produção documental da área no Brasil, sendo em sua maior parte vinda das áreas de Biblioteconomia, seguida de Psicologia, e ainda incluindo outros campos como Medicina, Enfermagem, Jornalismo, Letras, o que exemplifica a interdisciplinaridade da área, como dito previamente, e evidencia também a presença dos fenômenos psicológicos que ocorrem além de clínicas e consultórios, mas cercam a sociedade em todas as suas práticas cotidianas.
    Entretanto, como pontua o autor, cabe destacar a falta de fundamentação de grande parte desses trabalhos recuperados, evidenciando a ausência de metodologias rigorosas e a lacuna cognitiva ao realizar as sessões que ficam a mercê do empirismo local, indicando então, como propõe o autor, a necessidade de realização de cursos de especialização na área para trabalhar, a partir disto, a constituição da mesma enquanto disciplina cientifica.
    Em outra perspectiva, apresenta-se a pesquisa de dissertação apresentada à Faculdade de Ciência da Informação da UNB, de autoria de Mariana Giubertti Guedes, que enquadra a Biblioterapia na área da Biblioteconomia, enquanto uma atividade de mediação da informação. Busca-se desta forma, em termos gerais, a identificação do papel e da atuação do bibliotecário brasileiro em atividades biblioterapêuticas por meio de sua experiência como um agente mediador da informação.
    Apresentam-se inicialmente certos modelos de um processo biblioterapêutico e de processos de mediação a partir das ações da Biblioterapia, estruturando em seguida a Ciência da Informação com a Biblioterapia, inferindo um intuito da autora, que se confirma em suas conclusões, de evidenciar a relação entre as áreas e como há (ou deve haver) o diálogo entre ambas.
    A segunda fase da pesquisa em que se realizam entrevistas com profissionais da Biblioteconomia (professores da graduação e da pós-graduação) a fim de verificar o que esses sujeitos, enquanto pesquisadores da área e lecionadores de disciplinas referentes pensam e entendem por Biblioterapia. A principal questão que essa fase evidencia, é a falta de convergência conceitual entre os entrevistados, além de uma falta de fundamentação dos mesmos ao conceituar a área.
    O que ambas as pesquisas, de Silva e de Guedes, convergem em suas conclusões, é a impossibilidade da Biblioteconomia sozinha estudar os processos biblioterapêuticos, sendo necessário nesse sentido o trabalho interdisciplinar, ação sempre pontuada nos discursos da Ciência da Informação, para a compreensão desta disciplina cientifica e formação de um escopo conceitual da mesma.

    Aluno: Matheus Aguiar de Carvalho - 2014003771

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  7. A produção documental sobre Biblioterapia no Brasil, é intensificada a partir do ano de 2000, segundo textos trabalhados na disciplina. Por este motivo, as produções precisam passar por uma seleção, organização e disseminação, pois, muitos autores tentam definir a Biblioterapia, a partir das suas interpretações, seu olhar e experiências profissionais, porém acabam cometendo equívocos, e caracterizando ações de diversas naturezas como Biblioterapia. Em âmbito nacional, neste campo, falta uma quantidade de produção científica e qualidade nos conceitos e estruturas apresentados. Para tratar sobre a produção documental da Biblioterapia no país, foi trabalhado no módulo 5 (cinco), duas dissertações que abrange bem o tema, com conceitos e estruturas bem elaborados e coerentes.
    A dissertação “Características da produção documental sobre Biblioterapia no Brasil”, do autor Alexandre Magno da Silva, apresenta uma pesquisa, com dados, sobre as fontes documentais da área, de 1975 a 2004. Silva (2005), observa em seus resultados, que a produção documental utilizada como referência, em sua grande parte, está relacionada à Biblioteconomia, e que as regiões Nordeste e Sudeste são as que mais produzem. Por outro lado, “A área de conhecimento que está mais relacionada com outras áreas de conhecimento na produção de fontes documentais sobre Biblioterapia no Brasil, de acordo com as fontes documentais que foram consultadas, é a Psicologia, seguida da Biblioteconomia. ” (SILVA, 2005, p. 66)
    O autor incentiva o avanço da área e propõe algumas sugestões para que isto ocorra, como: a produção publicações de artigos; incentivo à projetos de extensão; criação de curso de formação e especialização; e uma troca de informações entre os biblioterapeutas e pesquisadores nacionais e internacionais. É interessante destacar, a importância da disseminação dos documentos da área para o seu avanço, pois “Quanto mais fontes documentais publicadas sobre Biblioterapia estiverem disponíveis de forma acessível, organizada e objetiva para os demais profissionais e pesquisadores e quanto maior for a qualidade dessas publicações em termos de rigor metodológico e de apresentação das descobertas, é suposto que o avanço sistematizado de um campo de pesquisa sobre Biblioterapia terá seu início garantido.” (SILVA, 2005, p. 64). Salienta-se, também, após a leitura e debates, que os bibliotecários devem trabalhar em conjunto com psicólogos, pois não detém conhecimentos e capacitação necessária para lidar com os fenômenos e processos psicológicos.
    De autoria da Mariana Giubertti Guedes, a dissertação “A Biblioterapia na realidade bibliotecária no Brasil: a mediação da informação”, foi trabalhada em seguida. A autora abrange o papel do bibliotecário como mediador da informação no processo de Biblioterapia, e a partir disto, identifica a mediação da informação nas experiências dos profissionais de Biblioteconomia, a diversidade de aplicação e a falta de treinamento e especialização em Biblioterapia para aprimorar o serviço. Guedes (2013), contextualiza a Biblioterapia no campo da Ciência da Informação (CI) e conclui que “A Biblioterapia é um campo de estudo da Ciência da Informação por ser um processo de comunicação da informação que visa à mudança cognitiva do indivíduo, resultando na evolução do conhecimento pessoal. ” (GUEDES, 2013, p. 150). Porém, a CI não é a única área que estuda Biblioterapia, pois esta precisa de entendimento de várias áreas. Desta maneira, a aplicação da Biblioterapia é ampla e benéfica para a sociedade, segundo Guedes (2013), mas necessita de treinamento para uma melhor atuação do bibliotecário na área. Por fim, no Brasil, “a atividade precisa de uma estruturação, pois as aplicações são diversificadas pelos seus métodos (...), públicos (...) e instituições (...). ” (GUEDES, 2013, p. 151); e os diversos tipos de Biblioterapia, é explicada pela maneira que os profissionais se formam, e onde buscam embasamento teórico, enquanto uns se baseiam na Psicologia, ou Biblioteconomia, outros optam por aplicações lúdicas.

    Ruth Almeida Nonato

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  8. Produção documental sobre biblioterapia e biblioterapia no Brasil
    Em todos os textos é evidente a ideia de biblioterapia como uma leitura lúdica e/ou divertida, como um “passatempo”, sendo sua aplicação é terapêutica e com intenções claras de auxílio no auto-conhecimento e ações curativas, além disso, a biblioterapia têm em suas opções de aplicações vários meios e por diversas áreas do conhecimento, como explicita (SILVA, 2005) “os profissionais que empregam Biblioterapia podem ser, por exemplo, Biblioteconomistas, Médicos, Psicólogos ou Professores.”
    Em alguns textos disponibilizados para a atividade de análise, coloca a biblioterapia como o conjunto de várias atividades lúdicas ou até mesmo ações que não se relacionam com a leitura e com justificativa e embasamento científico, “[...]por meio da leitura e de atividades lúdicas específicas para sua necessidade” (GUEDES, 2002), sendo que a biblioterapia em si é a relação da leitura (seguida pela interpretação) com o paciente, pela mediação do profissional responsável, a ação biblioterapica deve ser interdisciplinar, pois os resultados advindos da interpretação da leitura (catarse, projeção, euforia e etc.) devem ser trabalhados.
    Pela área não ser explorada na BCI, temos trabalhos que se dizem revolucionários que são pautados através de vivências e do “achismo” do profissional bibliotecário, além disso, a interdisciplinaridade necessária por muitas vezes não é praticada pelo bibliotecário.
    Os profissionais de outras áreas que trabalham com biblioterapia, principalmente na área da saúde e psicologia, sentem-se mais aptos a utilizar tal método como curativo e nós, bibliotecários utilizamos como auxilio para auto desenvolvimento, mesmo que seja recomendado o trabalho de equipes “interdisciplinares” como segundo GUEDES, 2002 “A participação de uma equipe interdisciplinar é defendida por Pereira (1996), bem como Almeida (2011), Pinto (2005) entre outros.”, porém na tese de Silva (2005) fica explícito que os bibliotecários acabam trabalhando sozinhos e sem capacidade para tal.
    A formação bibliotecária já é falha em competências básicas do fazer bibliotecário, desde a parte de tratamento até as mediações, nisso a biblioterapia por vezes, não é requisitada para participar das grades curriculares por precisar de uma formação mínima, em psicologia “as insuficiências da formação dos biblioteconomistas e a necessidade do conhecimento de áreas de conhecimento como a Psicologia” (SILVA, 2005). Para a consolidação de uma área, precisam-se de obras coerentes ao assunto e autoridades, o que nessa área em específico no Brasil não se tem, podemos ver pelas frases e ideologias de bibliotecários que a usam como mediação com religião e não aplicam nenhuma teoria da psicologia e afins; para a publicação e circulação de materiais que envolvem esse tema é preciso estudo e dedicação dos profissionais de diversas áreas (medicina, biblioteconomia, psicologia, terapia ocupacional) para que abranja tudo o que se pode fazer, com a ajuda do documento livro.


    Discente: Débora Reis

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  9. Grande parte da produção documental sobre biblioterapia no Brasil e seu desenrolar como área de atuação mostram reflexos de desalinhamento com os propósitos iniciais da Biblioterapia que em tese no Brasil, constituía fundamentação sólida e não somente desdobramentos de uma prática que em alguns casos se tornou vazia e aplicada sem uso eficiente e de qualidade. O consenso sobre os reais usos do campo de atuação e os profissionais que podem exercer com propriedade suas funcionalidades, são colocados discussão, uma vez que parte dos textos produzidos não sustentam resultados positivos e sim confirmam a falta de empreendimento na área e suas deficiências. Na dissertação discutida em sala de aula vemos claramente a desorganização e possíveis motivos do estagnamento da Biblioterapia como pesquisa: a falta de sistematização, profissionais preocupados em divulgar e fomentar estudos apressadamente, falta de formalização dos textos produzidos e o mais preocupante, a “romantização” da área e a qualidade das publicações. O que curiosamente não deveria acontecer, visto que as áreas contempladas pelos estudos (medicina, psicologia, biblioteconomia, enfermagem, entre outros) são bem estruturadas e podem contribuir efetivamente na sua produção documental. Como uma conclusão e saída para a situação descrita, Silva propõe (2005, p.62) “O conhecimento situado na produção documental brasileira sobre Biblioterapia precisa ser conhecido, examinado, avaliado, organizado, comunicado e estar acessível para os mais diferentes tipos de público, com meios, objetivos e linguagens adequadas. É com base na sistematização desse conhecimento e no exame constante do mesmo que novos avanços poderão ocorrer.” Para uma senhora de cem anos como citado no texto, é preocupante que os avanços estejam caminhando de forma tão lenta e que seu envelhecimento não esteja causando amadurecimento (no Brasil) da área e dos resultados adquiridos. É através de estudos como esse que evidenciamos a importância de uma legítima contribuição científica para um campo de atuação, mas principalmente, a sua organização e disseminação configuram pontos imprescindíveis em todo processo.
    Sobre o texto de Mariana Giubertti Guedes apresentado em sala, temos um panorama sobre as reais ocupações dos bibliotecários e ciência da informação na biblioterapia e o seu papel importante na seleção de livros, fundamentação e pincipalmente nos limites onde exercemos a prática da biblioterapia. Envolvem principalmente a comunicação, necessidade informacional e mediação da informação, o que confirma nossa participação na função de planejamento da atividade. Mais uma vez, psicólogos, médicos, psiquiatras, entre outros, exercem funções essenciais e os bibliotecárixs são atores em todo o processo. Guedes explica essa relação (2013 p.61) ''A Ciência da Informação tem várias vertentes que podem ser estudadas, dentre elas está a comunicação da informação. O processo comunicativo no ciclo informacional é de extrema importância, pois proporciona o suprimento de necessidades informacionais ao usuário.'' o que explica a funcionalidade da atividade como parte da biblioterapia e nossa real contribuição na área. É necessário ainda por parte dos bibliotecárixs a especialização, as formações complementares e o interesse da comunidade acadêmica sobre a área.
    Débora Nonaka

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  10. O estudo de Biblioterapia vem se desenvolvendo a passos pequenos com o decorer dos anos e, como apresentado na dissertação de Silva (2005) é uma prática executadas por profissionais de várias áreas, como: bibliotecários(as), psicólogos(as), enfermeiros(as) e jornalistas. A priori ressalto a importância de definir o termo, uma vez que, a partir das leituras e estudos realizados em sala fica claro a confusão em torno do conceito de Biblioterapia. Para Cunha e Cavalcanti (2008, p. 55) a biblioterapia se faz a partir da "utilização de livros e outros materiais de leitura em programas de leitura direcionada e planejada para auxiliar no tratamento de problemas mentais e emocionais, bem como desajustes sociais". Partindo dessa fala e corroborrando com os resultados da obtidos na dissertação elaborada por Alexandre Magno da Silva, muitas vezes a percepção que se tem é que a biblioterapia é uma contação de história, por sí só, ou uma indicação de leitura, o que ocasiona “em idéias assistenciais muitas vezes pré-concebidas e pouco críticas, isto é, tão ‘romantizadas ou idealizadas’ que repercutem negativamente sobre a sua expressão profissional” (Silva, 2005, p. 26). Fato que fica bem evidente na dissertação defendida por Mariana Giubertt Guedes, em 2013, ao analisar as as experiências teóricas e práticas dos bibliotecários que atuam em atividades biblioterapêuticas, os relatos apresentados deixam claro a dúvida em torno do que realmente é o processo biblioterapêutico. É evidente que uma prática que vem sendo desenvolvida em locais como hospitais, clínicas, asilos, casas de correção e detenção, escolas e com pessoas que se encontram em momentos de fragilidade., necessita de estudo e cuidado uma vez que ele pode impactantar na vida de quem participa desses grupos. Fica claro, a partir das vivências em sala de aula que o campo da biblioterapia necessita de aprofundamento e estudo.

    FERNANDA TEIXEIRA BRITO

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  13. A biblioterapia no Brasil estuda o bibliotecário brasileiro na aplicação da bibliotecária e de seu papel como mediador da informação nesse processo. Tem como objetivo geral analisar a atuação do bibliotecário em atividades biblioterapêuticas como mediador da informação por meio de relatos de suas experiências. Os objetivos específicos da pesquisa são: analisar a biblioterapia no âmbito da ciência da informação (CI) como forma de comunicação da informação; compreender conceitos, objetivos e características das práticas biblioterapêuticas; identificar a evolução da função dos bibliotecários na aplicação das atividades biblioterapêuticas; identificar o preparo profissional dos bibliotecários para a participação de práticas biblioterapêuticas e verificar a contribuição do bibliotecário na biblioterapia. O referencial teórico engloba a relação dos temas: biblioterapia, mediação da informação e bibliotecário neste levantamento é considerada a comunicação da informação na prática biblioterapêutica como processo de fluxo da informação e da transformação cognitiva, bem como a atuação do bibliotecário como mediador da informação. No ponto de vista do profissional considera a formação e o perfil do bibliotecário. A pesquisa tem caráter exploratório e utilizou entrevistas e questionário, com profissionais especialistas no assunto, buscando identificar as experiências, numa análise de conteúdo. A pesquisa teve como resultado a identificação da mediação da informação nas experiências dos bibliotecários que atuaram com biblioterapia, bem como, a diversidade de aplicação por parte dos bibliotecários e a escassez de treinamento e formação específica da área.
    A biblioterapia tem aspectos da comunicação e mediação da informação, pois apesar de ser uma atividade com perfil terapêutico, a base de seu processo está no compartilhamento e na interpretação de informações pré definidas para atender determinado público, tendo o bibliotecário como um possível agente atuante, como
    Defendem Lucas, Calvin e Silva (2006)

    Camila Ferreira de Araujo

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